As ações da Xiaomi caíram 6,9% nesta sexta-feira, refletindo a realização de lucros por investidores após a forte valorização recente e preocupações com a rentabilidade do novo sedã elétrico SU7 atualizado.
O papel, negociado em Hong Kong, recuou para HK$ 33,80 e figurou entre os piores desempenhos do índice Hang Seng, que teve queda de 0,6%. A baixa veio mesmo após a ação acumular alta de até 12% na semana, impulsionada pela expectativa em torno do lançamento.
O principal ponto de atenção do mercado é o preço do novo SU7, que parte de 219.900 iuanes (cerca de US$ 31.900), com a versão Max chegando a 303.900 iuanes. Analistas avaliam que a estratégia agressiva para competir com o Tesla Model 3 pode pressionar as margens, especialmente diante do aumento nos custos de componentes, como chips e baterias.
Além do veículo, a Xiaomi também apresentou seu novo modelo de inteligência artificial, o MiMo-V2-Pro. O CEO Lei Jun afirmou que a empresa pretende investir ao menos 60 bilhões de iuanes (US$ 8,7 bilhões) em IA nos próximos três anos.
Apesar do crescimento no segmento automotivo — com mais de 381 mil unidades vendidas desde a estreia no mercado de elétricos em 2024 — investidores seguem cautelosos quanto à lucratividade. A expectativa é de que a forte concorrência e a política de preços continuem limitando as margens no curto prazo.
A Xiaomi divulga seus resultados do quarto trimestre na próxima semana, enquanto analistas projetam desaceleração no crescimento da divisão principal de eletrônicos. Por outro lado, os negócios de veículos elétricos e inteligência artificial devem ganhar protagonismo, com potencial de se tornarem a principal fonte de receita da companhia até 2027.
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