Na quarta (6/8/2026), o ouro subiu 2,8% a US$ 4.213/oz, impulso por forte demanda chinesa e 14 dias seguidos de entradas em ETFs, segundo a Bloomberg. S&P 500 atingiu novo recorde, enquanto o Bitcoin ficou sem reação.
O mercado financeiro apresentou movimentações significativas nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2026. O ouro, uma das commodities mais tradicionais, disparou, alcançando seu maior nível em seis semanas. Esse aumento foi impulsionado pela crescente demanda chinesa, que tem demonstrado um apetite considerável por metais preciosos.
Os dados revelam que o ouro valorizou-se 2,8% no dia, atingindo o patamar de US$ 4.213 por onça, marcando assim seu maior valor desde 22 de junho. A Bloomberg reportou que houve 14 dias consecutivos de entradas em fundos negociados em bolsa (ETFs) lastreados em ouro no mercado interno da China, um sinal claro da robustez da demanda.
O Conselho Mundial do Ouro havia apontado que, apesar de um mês difícil em junho, onde os ETFs de ouro sofreram saídas recordes de capital, a demanda se manteve forte. Este ano, as entradas acumuladas em ETFs chineses caíram para 40 bilhões de yuans (equivalente a US$ 5,6 bilhões), embora ainda continuem sendo um dos melhores desempenhos do primeiro semestre já registrado.
A demanda por ETFs de ouro permaneceu robusta em meio às crescentes incertezas geopolíticas e econômicas, enquanto as compras contínuas de ouro pelo Banco Popular da China continuaram a fornecer um cenário favorável ao mercado.
Além do ouro, o índice S&P 500 também se destacou, alcançando um recorde histórico acima dos 7.793 pontos. Essa movimentação foi observada mesmo com oscilações entre altas e baixas no mercado de ações. Eric Balchunas, analista de ETFs da Bloomberg, comentou que 66% das ações do S&P 500 estavam agora acima de sua média móvel de 50 dias, com 57% superando o índice padrão.
Enquanto isso, o Bitcoin se manteve em US$ 64.000 na abertura de Wall Street, não conseguindo acompanhar o otimismo predominante nos mercados de ativos de risco. O preço do BTC apresentou uma inércia contínua, contrastando com a valorização do ouro e das ações americanas. O trader e analista Rekt Capital observou que o suporte em US$ 64.000 continua sendo um foco para os participantes do mercado.
Uma análise publicada pela plataforma CryptoQuant expôs três pré-requisitos para uma recuperação duradoura do preço do Bitcoin. Entre eles, destacam-se a necessidade de fluxos contínuos para os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos e a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, além da ausência de aumentos esperados nas taxas de juros pelo Federal Reserve. A métrica do Coinbase Premium, que mede a diferença de preço entre os pares BTC/USDT da Coinbase e da Binance, permanece negativa há quase 80 dias.
Fonte: Cointelegraph Brasil
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