Desde a divulgação do pacote Tarnished para Elden Ring, a conversa entre jogadores se transformou num alerta sobre os limites entre conteúdo adicional legítimo e microtransações que fragmentam a experiência. A partir da publicação em 29/08/2026, ficou claro que o upgrade trouxe novidades técnicas e cosméticas, mas também levantou críticas sobre decisões de monetização.
O pacote Tarnished para PC, Xbox e PlayStation adiciona duas novas classes iniciais, armas e equipamentos extras, invasões de NPC e, entre as inclusões, skins para o Torrent — as famosas aparições de ‘‘horse cosmetics’’. Há atualmente, em 2026, um bundle de US$5 vendendo esses cosméticos, e esse detalhe tem sido o foco principal das reações.
Nas análises e nas redes, a reação do público levou o pacote a estrear com avaliações ‘Mixed’ na Steam, com mais de 1.000 avaliações no momento da publicação. Jogadores expressam preocupação sobre o impacto da medida na reputação histórica do estúdio, que até então era reconhecido por evitar microtransações extensivas e por oferecer experiências completas e expansões robustas, como observado em lançamentos anteriores.
“I just really REALLY hope this being a paid DLC is a Nintendo-pushed exception,” winter-lantern-fly wrote. “If not, the existence of this is a very bad sign for the future of FromSoft.”
“Nice to see the Switch 2 content added, but I’m not happy that we get a repeat of the Oblivion horse armor here,” MB said. “Hopefully it ends with this.”
“Takes a generation to build up a reputation, takes far, far less effort to trash it. Don’t slaughter the golden goose. The industry [is] literally back to selling horse armor,” wrote Null.
“CDPR is upgrading [an] entire game for free, BG3 has had so many free upgrades. This feels like insane greed for FromSoft. What I hope is that it’s not a decision that they made themselves but it’s still a problematic step forward,” Brainware’s review read.
As comparações com o chamado ‘horse armor’ de Oblivion (2007) são frequentes porque aquele item é visto como o primeiro grande exemplo de monetização cosmética paga em larga escala. A crítica não se limita ao preço — US$5 —, mas ao precedente: se conteúdos cosméticos pagos se popularizam e vendem milhões, a tendência é abrir espaço para ofertas adicionais com impacto real na percepção dos jogadores sobre valor e integridade do produto.
Há também menções sobre possíveis pressões externas: foi relatado que a Kadokawa Group, empresa controladora, tentou ações relacionadas à gestão em função de preocupações sobre monetização em torno do título. Isso alimenta o debate sobre quem decide e quais interesses influenciam mudanças de modelo comercial em estúdios tradicionais.
O cenário que se desenha é prático e direto: para jogadores e criadores, o desafio agora é acompanhar como o estúdio responderá ao feedback — se o pacote Tarnished será um episódio isolado relacionado a uma plataforma específica, como o Switch 2, ou o início de uma nova abordagem. A comunidade seguirá atenta aos próximos passos e às vendas do bundle, que determinarão se a disputa em torno das skins será um ponto de inflexão ou apenas mais um episódio nas discussões sobre monetização em jogos.
Fonte: The Gamer – Games
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