O setor de petróleo e gás registrou em março de 2026 o maior volume financeiro do ano na bolsa. O resultado supera todos os outros meses, impulsionado pelo petróleo próximo de US$ 100 o barril.
No mês de março de 2026, as ações do setor de petróleo, gás e combustíveis alcançaram uma movimentação financeira surpreendente na B3, totalizando R$ 133,07 bilhões. Este resultado marca o maior volume financeiro registrado no primeiro quadrimestre do ano, superando os meses anteriores. Em janeiro, a movimentação foi de R$ 68,9 bilhões, em fevereiro atingiu R$ 56,7 bilhões e em abril registrou R$ 98,2 bilhões.
Este crescimento significativo na movimentação do setor coincide com um período em que o preço do petróleo operou próximo ou até acima de US$ 100 por barril, uma situação influenciada pelo contexto geopolítico, especialmente a tensão entre Estados Unidos e Irã.
Durante o primeiro quadrimestre, a Petrobras se destacou como a principal responsável por esse aumento no movimento financeiro do setor. As negociações com ações da companhia subiram de R$ 34,6 bilhões em fevereiro para R$ 85,1 bilhões em março, um aumento expressivo de cerca de R$ 50 bilhões em apenas um mês.
Outras empresas também apresentaram crescimento em suas movimentações financeiras. A Prio viu sua movimentação subir de R$ 10,4 bilhões em fevereiro para R$ 30,2 bilhões em março, enquanto a Vibra aumentou seu volume de R$ 5,1 bilhões em fevereiro para R$ 6,4 bilhões em março.
“O movimento reforça que, em momentos de maior volatilidade externa, investidores tendem a aumentar o giro justamente em setores mais expostos a commodities – seja para aproveitar oportunidades ou ajustar posições”, destaca a B3 em nota.
Esses dados refletem não apenas a resiliência do setor de petróleo e gás, mas também a dinâmica do mercado financeiro em resposta a fatores externos. O desempenho do setor pode ser um indicativo das tendências futuras e do comportamento dos investidores em relação a commodities e suas flutuações.
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