Alcolumbre barrou a comissão de inquérito do Banco Master, alegando que a iniciativa serve de palanque eleitoral. Para ele, PF, MPF e Justiça já investigam o caso.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reiterou sua posição contrária à instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. Durante uma sessão plenária realizada nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, Alcolumbre expressou sua preocupação de que parlamentares estejam utilizando a questão para fins eleitorais.
Alcolumbre destacou que órgãos de controle, como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça, já estão investigando as denúncias relacionadas ao Banco Master. Ele questionou a motivação por trás da proposta de criação de uma CPMI, afirmando que a intenção é meramente eleitoral.
“A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça brasileira estão investigando isso. Querem abrir mais uma CPMI para fazer palanque eleitoral,” disse Alcolumbre.
O senador do Amapá também se defendeu das críticas que recebeu por não ter lido o requerimento da CPMI. Segundo ele, as cobranças ocorreram durante uma sessão do Congresso dedicada a pautas municipais, onde ele se sentiu atacado.
“Passei quatro horas sendo ofendido por todos os congressistas que falaram da CPMI. Fiz aquela sessão do Congresso para ajudar 5 mil prefeitos, mas o foco acabou sendo o Davi, que não leu o requerimento da CPMI do Banco Master para ‘passar o Brasil a limpo’. Isso não é para passar o Brasil a limpo. É campanha eleitoral,” afirmou Alcolumbre.
A controvérsia em torno da CPMI começou durante uma sessão conjunta do Congresso no dia 21 de maio, quando mais de dez parlamentares levantaram questões de ordem, afirmando que o requerimento já atendia os requisitos constitucionais para a criação da comissão, incluindo o número mínimo de assinaturas exigido.
No entanto, Alcolumbre rejeitou os pedidos, explicando que a leitura de requerimentos é uma atribuição da Mesa e depende de uma decisão da presidência. Ele enfatizou que a leitura de requerimentos deve ser objeto de despacho da presidência, considerando que o momento da leitura é um ato discricionário.
Enquanto a discussão sobre a CPMI do Banco Master avança, a expectativa é que o debate sobre a utilização das instituições para fins eleitorais continue a ser um tema central no cenário político brasileiro.

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