O banco elevou a estimativa e adiou o prazo em dois anos, projetando crescimento até 2030. Relatório diz que o avanço recente resulta mais da velocidade de circulação das stablecoins que da nova emissão.
2.98%TRX$0.3331 1.31%LINK$12.41 3.77%ZEC$1,152.21 5.46%ADA$0.2280 3.61%XRP$1.32 3.15%ETH$2,429.89 2.98%BTC$81,760.94 1.70%XMR$546.85 1.99%BNB$729.49 1.62%XLM$0.1838 4.23%SOL$104.23 2.90%HYPE$81.21 0.08%
O Standard Chartered elevou sua projeção para a capitalização de mercado das stablecoins, aguardando agora que esse mercado atinja US$ 2 trilhões até 2030. A revisão representa um adiamento de dois anos em relação às previsões anteriores, refletindo que o crescimento recente do setor tem ocorrido mais por aumento na velocidade de circulação das moedas estáveis do que por expansão imediata da oferta.
Segundo o relatório, o mercado se estabilizou em aproximadamente US$ 309 bilhões neste ano, mas a atividade de transações com stablecoins continua a crescer. Essa dinâmica sugere que as stablecoins existentes estão sendo usadas com maior frequência, em vez de o crescimento ser impulsionado por emissão massiva de novas unidades.
Geoffrey Kendrick, chefe de pesquisa de ativos digitais do banco, destacou que o uso de stablecoins está se diversificando e que o ecossistema se organiza em quatro mercados distintos, cada um com forças competitivas próprias. O relatório identifica:
– a dominance do USDT (Tether) como instrumento de poupança em mercados emergentes;
– a liderança do USDC (Circle) nos pagamentos em mercados desenvolvidos;
– posições fortes da USDC e da USDe (Ethena) nas negociações de cripto;
– a USDC também liderando um mercado menor, em crescimento, de transações entre agentes de inteligência artificial.
O banco prevê que a competição será mais acirrada no segmento de pagamentos em economias desenvolvidas, onde concorrentes como USDG, M^0 e redes de stablecoins apoiadas por vários bancos apresentam alternativas à infraestrutura tradicional. Kendrick observa que a forma como emissores e redes de pagamento dividirem o rendimento gerado pelas reservas de stablecoins poderá determinar quais participantes conquistarão fatias significativas do mercado.
A revisão da previsão chega em um contexto de mudanças regulatórias e contábeis nos Estados Unidos que podem influenciar a adoção e o uso das stablecoins. Desde a aprovação do GENIUS Act em 2025, reguladores propuseram regras sobre emissão, requisitos de reservas e proteção de consumidores, incluindo uma proposta de agência reguladora que exclui detentores de stablecoins do seguro de depósitos tradicional.
O Departamento do Tesouro também avançou na implementação da lei e propôs normas que limitariam a emissão de stablecoins a emissores autorizados por autoridades federais ou estaduais, com expectativa de que requisitos de licenciamento entrem em vigor em janeiro de 2027. Em paralelo, o Financial Accounting Standards Board (FASB) propôs atualização contábil que pode alterar a forma como empresas reportam certas stablecoins em seus balanços.
A empresa de pagamentos em blockchain Tempo afirmou que as mudanças propostas poderiam facilitar o uso corporativo de stablecoins para pagamentos e liquidação, sem introduzir complicações contábeis adicionais. Para empresas e investidores, as conclusões práticas são claras: monitorar a evolução regulatória até janeiro de 2027, avaliar como a divisão de rendimento das reservas impactará modelos de negócio e considerar que o crescimento do setor pode vir tanto da maior circulação das moedas existentes quanto de avanços em infraestrutura e casos de uso, como pagamentos e interações entre agentes de IA.
Fonte: Cointelegraph Brasil
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