Ministro André Mendonça pressiona a Polícia Federal por respostas na Operação Sem Desconto. Investigação apura descontos ilegais em benefícios e mira empresária ligada ao filho do presidente Lula.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, está exigindo da Polícia Federal (PF) atualizações sobre as quebras de sigilo realizadas na Operação Sem Desconto. Esta operação investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Entre os materiais solicitados pelo ministro, está o resultado da quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, que é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As informações da investigação revelam que a cobrança por esses dados ocorreu em meados de maio, após a Polícia Federal transferir o inquérito da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq).
A mudança na condução da investigação surpreendeu Mendonça, que foi informado sobre a alteração por um dos advogados que atuam no processo. Em resposta a essa nova situação, o ministro convocou uma reunião com representantes da Polícia Federal para discutir os desdobramentos.
“Solicitei um relatório detalhado sobre todos os alvos da operação para acompanhar o estágio das investigações”, afirmou Mendonça.
A Polícia Federal, por sua vez, justificou a alteração como uma questão burocrática, destacando que a transferência do inquérito visa garantir maior eficiência e continuidade nas apurações. A corporação ressaltou que a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores possui uma estrutura mais adequada para gerenciar o caso.
Com a solicitação de Mendonça, as expectativas em relação ao andamento da Operação Sem Desconto aumentam, enquanto a sociedade aguarda mais informações sobre a investigação que pode impactar diretamente a administração pública e os direitos dos beneficiários do INSS.

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