O presidente americano confirmou briga com o premiê israelense por causa das operações no Líbano. Mesmo assim, Trump garante que a parceria política e pessoal com Netanyahu está intacta.
No dia 03 de junho de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que teve uma conversa tensa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante aquela semana. Apesar das divergências, Trump garantiu em entrevista ao podcast do New York Post que sua relação com Netanyahu permanece inalterada. Ele destacou que ambos continuam a trabalhar juntos e enfatizou que mantém uma boa relação, tanto pessoal quanto política, com o premiê israelense.
Segundo Trump, a tensão surgiu devido à continuidade das operações militares israelenses no Líbano, que ele acredita estarem interferindo em negociações mais amplas envolvendo Washington e Teerã. O presidente norte-americano ressaltou que o governo iraniano condiciona avanços em algumas conversas à interrupção dos ataques israelenses contra o Hezbollah.
“Acho que há um jogo tático em andamento”, disse Netanyahu em uma entrevista à CNBC. Ele reforçou que, caso necessário, EUA e Israel voltarão a agir militarmente contra o Irã. “É uma decisão do presidente. Israel está pronto e as forças americanas estão prontas.”
Netanyahu também mencionou que suas conversas com Trump ocorrem a cada dois dias, sendo que o último encontro entre eles aconteceu em fevereiro, em Washington, quando Netanyahu visitou a Casa Branca. Após esse encontro, EUA e Israel iniciaram operações militares na guerra contra o Irã.
Ao comentar a dinâmica de sua relação com Netanyahu, Trump afirmou estar governando os EUA em um contexto de conflitos internacionais, enquanto Netanyahu lidera Israel em meio a uma guerra. Essa situação, segundo ele, pode ajudar a explicar as divergências ocasionais entre os dois líderes. A revelação sobre a conversa tensa gerou reações entre apoiadores de Israel nos EUA, com críticas relacionadas ao vazamento da informação.
Na mesma entrevista, Trump expressou otimismo em relação a um possível acordo com o Irã, acreditando que poderia ser alcançado em um prazo relativamente curto. Ele comentou que as previsões de alta significativa do petróleo devido ao aumento das tensões na região não se confirmaram, já que o mercado se manteve abaixo dos níveis projetados por analistas.
Além disso, Trump indicou que as negociações entre Washington e Teerã podem resultar, nos próximos dias, em um memorando de entendimento relacionado ao Estreito de Ormuz, o que poderia aliviar parte da pressão sobre o mercado de energia. Contudo, ele não vê a necessidade de concluir rapidamente essas negociações, e algumas medidas adotadas pelos Estados Unidos poderão permanecer em vigor por mais tempo, mantendo a pressão sobre os preços dos combustíveis.
Ao final da entrevista, Trump reiterou que seu objetivo continua a ser impedir que o Irã obtenha armas nucleares, reafirmando a importância da diplomacia na resolução das tensões atuais.
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