Eduardo Bolsonaro confirmou que seguirá na chapa de André do Prado ao Senado de São Paulo. A declaração foi dada nesta quarta ao SBT News, reforçando o projeto eleitoral do PL para 2026.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro anunciou sua decisão de manter a pré-candidatura como primeiro suplente ao Senado, integrando a chapa liderada por André do Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. A declaração ocorreu durante uma entrevista ao SBT News nesta quarta-feira, 18 de junho de 2026.
André do Prado foi escolhido pelo Partido Liberal (PL) para concorrer a uma das vagas ao Senado por São Paulo, enquanto Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra, ocupará a segunda suplência. Eduardo Bolsonaro expressou confiança em seu colega, afirmando: “Acho que ele vai ser o senador mais votado de São Paulo.”
A situação de Eduardo é complexa, pois ele foi recentemente condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto. Além disso, foi determinado que ele pagasse 50 dias-multa, totalizando aproximadamente R$ 162,1 mil. A condenação também resultou em sua inelegibilidade por um período de oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.
Apesar dos efeitos eleitorais da condenação, a questão da elegibilidade de Eduardo Bolsonaro ainda dependerá de avaliações futuras na Justiça Eleitoral. O advogado Arthur Rollo, especialista em Direito Eleitoral, comentou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes de anotar a inelegibilidade no cadastro eleitoral do ex-deputado é uma prática não comum. Geralmente, essa avaliação é feita durante a análise do pedido de registro da candidatura.
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“O candidato pede o registro da candidatura e tem o prazo de cinco dias do edital para a impugnação”, explicou Rollo. “Depois disso, cabe à Justiça Eleitoral decidir se a pessoa está ou não inelegível.”
O advogado ressaltou que, embora a condenação não impeça Eduardo de solicitar o registro de sua candidatura, a anotação determinada pelo STF pode levar à rejeição do pedido pelo Tribunal Regional Eleitoral. No entanto, o ex-deputado ainda teria a possibilidade de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, permitindo que sua candidatura permanecesse em disputa até que uma decisão final fosse tomada.
Além disso, é importante destacar que Eduardo Bolsonaro não está concorrendo a uma vaga como titular, mas como suplente. Isso implica que a chapa ao Senado precisa registrar todos os candidatos conjuntamente, e todos devem atender aos requisitos de elegibilidade. Rollo também mencionou que a substituição de um suplente pode acontecer até 20 dias antes da eleição.
A condenação de Eduardo surgiu a partir de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República, que o acusou de envolver-se em ações junto ao governo dos Estados Unidos com o intuito de pressionar o Judiciário brasileiro e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que também foi condenado em um caso relacionado à suposta trama golpista.

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