O Banco Central inicia reunião de dois dias para definir o futuro da taxa básica de juros. Após dois cortes seguidos, mercado aguarda novo sinal sobre o crédito no país.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne HOJE e amanhã para deliberar sobre a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente se encontra em 14,5%. Neste encontro, o Copom avaliará os indicadores econômicos tanto do Brasil quanto do cenário global, buscando determinar se há espaço para uma redução da taxa ou se ela permanecerá em níveis elevados por um período mais longo.
Na última reunião, realizada em abril, o Copom decidiu, por unanimidade, cortar os juros em 0,25 ponto percentual. Este foi o segundo corte consecutivo, embora a redução tenha ocorrido em um ritmo mais moderado. As incertezas relacionadas aos desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e as expectativas de inflação em alta por um período prolongado foram citadas como justificativas para essa decisão cautelosa.
O impacto da Selic é significativo, uma vez que é a principal referência de juros no país, influenciando financiamientos, empréstimos, investimentos e o crédito tanto para empresas quanto para consumidores. Na ata divulgada após a última reunião, o Copom não forneceu pistas claras sobre a evolução futura dos juros, mas destacou que está monitorando atentamente os conflitos e seus possíveis impactos na inflação.
“O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz a ata.
Em meio a esse cenário, as expectativas do mercado financeiro em relação à Selic foram elevadas. De acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (15), a previsão é de que a taxa fique em 13,5% ao ano até o final de 2026, uma alteração em relação à previsão anterior de 13,75%.
Além disso, as expectativas de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também estão em ascensão, passando de 5,11% para 5,3% para este ano. A pressão econômica resultante da guerra no Oriente Médio levou à décima quarta elevação consecutiva na previsão do IPCA, que já ultrapassa o intervalo da meta estabelecida pelo Banco Central.
A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, a meta inferior é de 1,5% e a superior é de 4,5%.
HOJE, também está prevista a votação do Projeto de Lei (PL) 1838/26 na Câmara dos Deputados, que visa eliminar a escala 6X1, permitindo que a pauta de votações avance. O presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou uma reunião do colégio de líderes para discutir o projeto, que define a jornada de trabalho em 40 horas semanais e assegura dois dias de folga consecutivos.
Com a proposta em regime de urgência, a pauta do plenário da Câmara está restrita a propostas de emenda à Constituição (PECs) e outras matérias até que a votação do projeto ocorra. O relator, deputado Léo Prates, deve manter os mesmos pontos aprovados na PEC que reduziu a jornada de trabalho de 44 para 40 horas.
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