O Google expandiu sua plataforma corporativa de inteligência artificial para um setor específico: o jurídico. O Gemini Enterprise for Legal é uma extensão do Gemini Enterprise com ferramentas desenhadas para escritórios de advocacia e advogados.
O que a plataforma faz
Segundo a empresa, o sistema atua tanto em tarefas rotineiras quanto complexas, por meio de agentes de IA que operam com supervisão mínima:
- pesquisa jurídica;
- elaboração de documentos;
- operações comerciais, incluindo gestão de clientes e de processos;
- funções administrativas do escritório.
O Google afirma que os dados permanecem seguros e confidenciais, com integração a softwares jurídicos e plataformas de dados já usados pelo mercado.
Com quem integra
A plataforma se conecta a nomes conhecidos do setor: Thomson Reuters (Westlaw), Harvey — software de IA jurídica — e LexisNexis.
Escritórios que ajudaram a construir
O desenvolvimento contou com a colaboração de quatro bancas internacionais: Weil Gotshal, Cleary Gottlieb, Freshfields e Williams & Connolly.
“Clientes esperam cada vez mais que seus advogados utilizem IA” e aproveitem os ganhos de eficiência, afirmou Jonathon Soler, sócio-gerente do Weil Gotshal.
Para Jeffrey Karpf, sócio-gerente do Cleary Gottlieb, a parceria permite ao escritório “se envolver na criação de ferramentas úteis” em vez de apenas adotar o que chega pronto.
A aposta na flexibilidade
Amrita Mehrok, diretora de produtos do Google Cloud, disse que a plataforma foi “projetada para ser flexível para os escritórios”, permitindo que cada um escolha os modelos de IA que vai usar — ponto relevante em um mercado onde nenhum modelo domina todas as tarefas.
A concorrência não está parada
O movimento acontece em um setor que virou disputa aberta. A Anthropic ampliou suas ofertas corporativas, e a própria Thomson Reuters lançou o Thomson 1.0, modelo treinado em linguagem jurídica — ou seja, o Google entra num terreno já ocupado por rivais com especialização no vocabulário do direito.
Com informações do Investing.com Brasil. Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.
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