Em Brasília, o presidente do STF, Edson Fachin, disse após votar que os desafios do país aguardam quem for escolhido neste domingo. Ele ressaltou a necessidade de estabilidade institucional para atender demandas públicas.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, disse, em discurso protocolar, que os “desafios” do Brasil aguardam quem for eleito neste domingo. As pesquisas indicam empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A fala do ministro foi feita em pronunciamento à imprensa após ele votar em seu colégio eleitoral em Brasília (DF).
“A partir de amanhã os desafios aguardam os escolhidos, os eleitos, para cumprirem com seus deveres constitucionais”
Fachin destacou a necessidade de um ambiente de estabilidade institucional para que as demandas públicas sejam atendidas. Em seu pronunciamento, ele reforçou que o país precisa de condições para enfrentar questões estruturais que envolvem a atuação do Estado e a resposta às demandas sociais.
“O Brasil precisa de paz e tranquilidade para enfrentar os grandes desafios em diversas áreas que demandam a presença do Estado e, obviamente, o atendimento às legítimas demandas da sociedade”
O discurso ocorre em um contexto de mobilização e atenção às garantias de acesso ao voto, em especial de populações tradicionais. A campanha de um dos candidatos manifestou expectativa de que cerca de 300 mil indígenas votem neste domingo, e a estratégia de atuação nas últimas semanas tem priorizado a redução da abstenção, que pode ser decisiva em uma disputa acirrada.
Nos últimos dias houve movimentações sobre a logística de transporte de eleitores indígenas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconsiderou uma decisão que impunha restrições a essas operações, alterando um entendimento que exigia autorização prévia e judicial para cada viagem. A determinação original, proferida pelo ministro Kassio Nunes Marques na sexta-feira, 23, exigia que cada viagem fosse aprovada judicialmente, com identificação de veículos ou embarcações, condutores, rotas, paradas e horários.
Na sequência, ontem o presidente do Supremo deu prazo de três horas para que o TSE prestasse informações sobre a exigência de autorização prévia para o transporte de eleitores indígenas no segundo turno. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a suspensão de parte da decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que exigia a aprovação do juiz eleitoral para cada operação de transporte realizada por órgãos federais.
Na noite de ontem, o ministro Kassio Nunes Marques reconsiderou parte de uma decisão. Também ontem, o governo federal informou, por meio de nota, que está adotando as providências necessárias para assegurar o acesso dos eleitores indígenas e quilombolas, além de comunidades ribeirinhas, extrativistas e famílias assentadas, aos locais de votação no segundo turno.
O conjunto de decisões e declarações reforça a centralidade do processo eleitoral e a importância de garantir condições para que os eleitores possam exercer seu direito. O cenário destaca tanto os desafios institucionais quanto a responsabilidade de atores públicos em preservar a ordem e a transparência. Para eleitores e organizações, o momento pede atenção às orientações oficiais sobre locais e horários de votação e engajamento cívico responsável.



Fonte: InfoMoney – Mercado
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