Jordélia Pereira Barbosa foi condenada na madrugada desta terça pelo envenenamento fatal de dois irmãos no Maranhão. As crianças morreram após comerem chocolate contaminado na Páscoa de 2025.
A Justiça proferiu uma sentença significativa na madrugada desta terça-feira, 23 de junho de 2026. Jordélia Pereira Barbosa foi condenada a 66 anos de prisão em regime fechado pelo crime de envenenamento que resultou na trágica morte de duas crianças em Imperatriz, Maranhão. O crime ocorreu em abril do ano passado, quando um ovo de Páscoa enviado à residência da família foi consumido pelas crianças e pela mãe delas.
As vítimas, Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, faleceram após ingerirem o chocolate contaminado. A mãe, Mírian Lira, também consumiu o doce e precisou ser internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas sobreviveu após dias de tratamento intensivo.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) informou que o crime foi motivado por ciúmes e vingança, visto que Jordélia era ex-namorada do companheiro de Mírian na época dos fatos. A denúncia foi aceita pela 3ª Vara Criminal de Imperatriz e a investigação revelou que o ovo de Páscoa estava contaminado com “chumbinho”, um pesticida de uso clandestino no Brasil, que foi enviado por Jordélia à residência da família através de um mototaxista.
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Durante o julgamento, o júri reconheceu a prática de duplo homicídio qualificado contra as crianças, levando em conta agravantes como o uso de veneno, motivo torpe, dissimulação, e o fato de as vítimas serem menores de 14 anos. Já em relação à mãe, o júri reconheceu a tentativa de homicídio qualificado, considerando que a sobrevivência da mãe foi garantida pelo rápido atendimento médico que recebeu.
A decisão judicial não apenas determinou a pena de 66 anos, mas também a indenização mínima de 100 salários mínimos a Mírian Lira e 400 salários mínimos aos pais das crianças. O juiz também determinou o cumprimento imediato da pena e manteve a prisão preventiva, negando a possibilidade de recurso em liberdade.
O caso, que chocou a comunidade local, teve detalhes que revelaram uma ação premeditada por parte de Jordélia. As investigações mostraram que ela viajou de Santa Inês a Imperatriz, se hospedou em um hotel com nome falso e contratou um mototaxista para entregar o ovo envenenado. Na ocasião de sua prisão, a polícia encontrou perucas, restos de chocolate em bolsas térmicas e um bilhete de ônibus que indicava sua viagem. Em seu depoimento, Jordélia admitiu ter comprado o chocolate e enviado à vítima, mas negou o envenenamento, atribuindo a responsabilidade a terceiros, o que foi rejeitado pela Justiça.
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