Pesquisa Quaest divulgada em 07/09/2026 aponta que 53% dos eleitores rejeitam Lula, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro subiu para 55%. Alta de 2 pontos em relação à rodada de 2 de setembro.
Uma nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada em 07/09/2026, mostrou que a rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneceu em 53%, enquanto a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) subiu para 55%. O levantamento indicou que os dois principais nomes da disputa presidencial continuaram a enfrentar resistência de mais da metade do eleitorado, um fator que contribuiu para a manutenção de uma disputa apertada.
Na comparação com a rodada anterior, realizada em 2 de setembro, a rejeição de Flávio oscilou dois pontos para cima — passando de 53% para 55% — enquanto Lula repetiu o percentual anterior. A variação foi informada como estando dentro da margem de erro do levantamento, que também foi de dois pontos percentuais.
Rejeição por candidato
- Luiz Inácio Lula da Silva — 53% — repetiu o percentual da rodada anterior.
- Flávio Bolsonaro — 55% — oscilou dois pontos para cima em relação à pesquisa de 2 de setembro.
- Pablo Marçal — 45% — aparece em seguida; o candidato está inelegível.
- Ronaldo Caiado — 41%.
- Romeu Zema — 39%.
- Renan Santos — 29%.
- Augusto Cury — 26% — apresentou rejeição menor em comparação com líderes, segundo o levantamento.
Os resultados também apontaram empate numérico entre Lula e Flávio no segundo turno, com 41% para cada um, em uma eventual votação direta. A pesquisa ressaltou que a alta rejeição de ambos ajudou a explicar por que a disputa direta permanecia apertada.
Intenção de voto no primeiro turno
- Luiz Inácio Lula da Silva — 36% — liderava as intenções de voto segundo a pesquisa.
- Flávio Bolsonaro — 29% — figurava em segundo lugar.
- Augusto Cury — 8% — aparecia em terceiro lugar no primeiro turno.
O levantamento observou que, apesar da liderança de Lula no primeiro turno, tanto ele quanto Flávio já eram amplamente conhecidos e acumulavam índices de eleitores que afirmaram não votar neles superiores a 50%, o que limita o espaço de crescimento automático, inclusive para candidatos com rejeição menor, como Cury. O nível de conhecimento dos candidatos foi destacado como um fator relevante ao interpretar a rejeição como potencial de crescimento.
Esta foi a primeira rodada da Quaest feita depois da divulgação de novos elementos da investigação do Banco Master envolvendo Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A nova rodada da pesquisa não mostrou, até o momento da divulgação, uma alteração expressiva na rejeição de Lula; o índice do presidente permaneceu nos mesmos 53% da rodada anterior. No caso de Flávio, a alta de dois pontos também foi considerada dentro da margem de erro e não permitiu, isoladamente, apontar uma mudança consolidada.
Metodologia
- Amostra — 2.004 eleitores ouvidos entre os dias 3 e 6 de setembro.
- Margem de erro — dois pontos percentuais para mais ou para menos.
- Nível de confiança — 95%.
- Registro — BR-01720/2026.
Os números oferecem um panorama da resistência dos eleitores aos principais candidatos e ajudam a dimensionar as dinâmicas que podem influenciar a reta final da campanha, sem, no entanto, indicar mudanças consolidadas quando as variações estão dentro da margem de erro.


Fonte: InfoMoney – Mercado
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






