Balanço divulgado após dois adiamentos aponta perda líquida agravada por R$9,1 bilhões em efeitos contábeis não recorrentes. No mesmo período de 2025, o prejuízo havia sido de R$555 milhões.
A Casas Bahia (BHIA3) divulgou seu balanço na madrugada deste domingo (16), após dois adiamentos. A companhia apresentou um prejuízo líquido de R$ 10 bilhões no trimestre, um resultado que reflete a situação financeira desafiadora que a empresa enfrenta atualmente.
Um ano atrás, o prejuízo sem ajustes foi equivalente ao ajustado, totalizando R$ 555 milhões. Este novo resultado foi fortemente impactado por R$ 9,1 bilhões em efeitos contábeis não recorrentes, evidenciando a gravidade da situação atual da empresa.
“O plano previa uma fase de aceleração; o macro veio pior e retirou, por ora, suas condições. Voltamos à postura caixa-primeiro, redimensionando com prioridade em geração de caixa e rentabilidade”, afirmou a companhia em seu comunicado de resultados.
Com ajustes, o prejuízo líquido ficou em R$ 978 milhões, representando uma queda de 76,2% em relação aos R$ 555 milhões negativos registrados um ano antes. Apesar do aumento discreto da receita bruta, que cresceu 1,6% atingindo R$ 8,3 bilhões, o lucro bruto teve uma alta de 10,9%, totalizando R$ 2,2 bilhões no 2º trimestre.
No entanto, as despesas tiveram um aumento drástico de 7.120%, passando de R$ 49 milhões negativos para R$ 3,5 bilhões. Esse aumento significativo nas despesas ajuda a explicar o resultado negativo apresentado pela empresa. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado teve um recuo de 9,4%, ficando em R$ 518 milhões.
Além disso, o Ebit caiu alarmantes 1.257,6%, saindo de um resultado positivo de R$ 283 milhões para um negativo de R$ 3,2 bilhões. Este desempenho reflete os desafios que a Casas Bahia enfrenta em seu setor e a necessidade de uma reestruturação efetiva.
A companhia também anunciou um plano para cortar 30% da sua base de funcionários, o que gerou repercussões no mercado de trabalho. O sindicato dos trabalhadores se prepara para uma ação coletiva contra as demissões, buscando reintegração dos funcionários e indenização por danos morais.
Com a implementação do Plano de Transformação fase 2, a empresa pretende se redimensionar, priorizando canais e categorias de maior rentabilidade, na busca por um caminho mais sustentável e lucrativo para o futuro.


Fonte: InfoMoney – Mercado
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