A companhia captou HK$13,6 bilhões (≈US$1,7 bi), vendendo 280 milhões de ações a HK$48,56 e alcançando valuation de cerca de US$26,5 bi. Ainda assim, ficou como a menor entre as cinco maiores captações do varejo.
A trajetória de oferta pública inicial (IPO) das grandes varejistas mostra que levantar recursos pode transformar empresas, ampliar operações e atrair investidores globais. A Shein levantou HK$ 13,6 bilhões (equivalentes a cerca de US$ 1,7 bilhão) após definir o preço de sua oferta pública inicial em Hong Kong, de acordo com fontes. A empresa vendeu cerca de 280 milhões de ações, a HK$ 48,56 cada, o que avaliou a companhia em cerca de US$ 26,5 bilhões. Mesmo com esse montante expressivo, a Shein aparece como a menor entre as cinco maiores captações do varejo listadas abaixo.
Para entender contexto e escala, é útil comparar marcos históricos e recentes: em setembro de 2018, a Alibaba movimentou US$ 21,8 bilhões na Bolsa de Valores de Nova York, com preço definido em US$ 68 por ação e avaliação de US$ 167,6 bilhões. Por outro lado, o IPO do Agricultural Bank of China somou US$ 22,1 bilhões em 2010, colocando-o entre as captações maiores da história. Entre os maiores IPOs globais, a Alibaba ficou atrás apenas de companhias como SpaceX, SK Hynix e Saudi Aramco.
Agora, em 2026, a Alibaba espera captar HK$ 80 bilhões (cerca de US$ 10,2 bilhões) em uma nova oferta em Hong Kong, prevendo a emissão de 710 milhões de novas ações ordinárias a HK$ 112,70 cada, com foco em investidores fora dos Estados Unidos.
1. Alibaba – IPO de 2018 que mobilizou US$ 21,8 bilhões e redefiniu expectativas para varejistas globais.
2. Walmart – IPO de 1970 que levantou US$ 4,9 bilhões e marcou o início de uma expansão americana massiva.
3. Coupang – Oferta de 2021 que captou US$ 4,55 bilhões e destacou o potencial do e‑commerce asiático.
4. JD.com – Captação simbólica de US$ 3,9 bilhões em Hong Kong, complementando sua listagem prévia na Nasdaq.
5. Shein – Arrecadação de HK$ 13,6 bilhões (cerca de US$ 1,7 bilhão) em Hong Kong, posicionando a empresa entre os maiores IPOs de varejo recentes.
Alguns pontos práticos para gestores, investidores e empreendedores: considere que montantes elevados em IPOs muitas vezes refletem expectativas de crescimento e tamanho de mercado, mas também vêm acompanhados de maior escrutínio regulatório e variabilidade de preço. A experiência do Walmart mostra que listagens podem ocorrer cedo na trajetória de uma empresa — o IPO de 1970 não impediu que a rede expandisse rapidamente: dois anos depois, já tinha 51 lojas e registrava vendas de US$ 78 milhões. No caso da Coupang, o forte crescimento de receita (vendas líquidas saltaram 91% em 2020) ajudou a consolidar interesse dos investidores antes do IPO de 2021.
Para quem acompanha mercados, a lição é praticidade: avalie avaliações, volume emitido (por exemplo, as 280 milhões de ações vendidas pela Shein ou os 710 milhões de novas ações previstas pela Alibaba) e o perfil dos investidores-alvo. Esses elementos, mais do que o valor absoluto levantado, ajudam a entender o que um IPO promete entregar em termos de escala e estratégia.

Fonte: InfoMoney – Mercado
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