A polícia de Deli levou o ativista climático indiano Sonam Wangchuk a um hospital neste sábado, 18. A ação é resultado de uma determinação do Tribunal Superior da capital da Índia. Wangchuk completou 20 dias de greve de fome, buscando pressionar pela renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, devido a supostas irregularidades nos exames de ingresso para os cursos de medicina do país.
Wangchuk tem desafiado publicamente o governo do primeiro-ministro Narendra Modi, e seu movimento ganhou apoio em diversas regiões da Índia, além de repercussão significativa nas redes sociais. Ele lidera as manifestações do CJP e realiza campanhas por mudanças em sua região natal, o território alpino de Ladakh.
No passado, o governo Modi acusou o ativista de incitar manifestações violentas na região, acusações que Wangchuk nega. Ele passou cerca de seis meses preso, obtendo liberdade em março deste ano.
“Não estou em boa forma, mas também não tão mal assim. Em vez de me pedir para quebrar meu jejum, por favor, junte-se a mim”, declarou Wangchuk em uma mensagem postada nas redes sociais no dia 15.
A internação de Wangchuk foi contestada por seus apoiadores, que protestaram contra a ação policial, afirmando que o ativista foi levado à força. O médico pessoal de Wangchuk, Satish Lamba, informou que seu estado de saúde é estável, mas alertou sobre o risco de hipocalemia, um distúrbio causado por baixos níveis de potássio no sangue.
“Eu estava monitorando sua saúde e recebi uma ligação informando que ele havia sido levado à força para um hospital público. Não me permitiram vê-lo hoje, mas o médico que o acompanha compartilhou alguns detalhes. Ele está estável no momento. A preocupação atual é o risco de hipocalemia”, afirmou Lamba.
O deputado Sanjay Raut criticou a decisão judicial e a ação da polícia, afirmando: “Ele fez uma greve de fome por mais de 20 dias porque estudantes em todo o país tiveram seus futuros mergulhados na escuridão. Se a vida dele era tão importante, eles deveriam ter conversado com ele. Uma delegação deveria ter vindo. Mas, em vez disso, vocês o colocaram no hospital. Isso é ditadura.”
A greve de fome de Wangchuk começou em meio a suspeitas de vazamento do exame de ingresso para os cursos de medicina e odontologia, que levou a National Testing Agency a cancelar a prova inicial. Mais de 2 milhões de estudantes foram obrigados a refazer o exame sob rigorosas medidas de segurança.
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